Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) é
um mecanismo de resistência de bactérias a um grupo de antibióticos.
O KPC ganhou esse nome por ter sido identificado pela primeira vez em uma bactéria
Klebsiella pneumoniae, em 1996, na Carolina do Norte (Estados Unidos).
Apesar de sua presença ser mais comum na espécie que lhe rendeu
a nomenclatura, o KPC pode ser identificado em outras bactérias. Por ter
seu campo de atuação restrito a hospitais, os micro-organismos com
KPC não oferecem riscos à comunidade, desde que a pessoa não
esteja hospitalizada.
Ao adquirir uma enzima, a bactéria se tornou resistente a um grupo de antibióticos,
incluindo os mais potentes contra infecções, e pode se tornar insensível
aos três únicos antibióticos que restaram para o seu tratamento.
A conceituação de superbactéria, não é por
ela ser mais forte, mas porque se ela ficar resistente há como tratar a
infecção.
Ela atinge principalmente pessoas hospitalizadas com baixa imunidade, como pacientes
de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A KPC pode afetar qualquer órgão,
no entanto, os casos mais freqüentes são de pneumonia e infecção
urinária. Não possui sintomas específicos.
A bactéria pode ser transmitida por meio do contato direto, como o toque,
ou pelo uso de objetos.
Importante lembrar que com o progresso dos métodos de esterilização
do meio hospitalar diminuíram os casos de contaminação de
equipamentos e utensílios. Portanto grande parte da proliferação
da bactéria ocorre através das mãos dos profissionais de
saúde.
Mais uma vez, a lavagem das mãos é um dos meios de impedir a disseminação
da bactéria nos hospitais. Portanto lavar as mãos antes de examinar
os pacientes e isolar os contaminados deve colaborar para reprimir a propagação.
Segundo o infectologista Pires dos Santos, uma forma de impedir o surgimento de
novas superbactérias é utilizar racionalmente antibióticos,
já que o uso indiscriminado desses medicamentos aumenta a resistência
dos micro-organismos.
Osmar Viviani
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