• No dia 18 de
agosto, o presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços
e Limpeza Ambiental – Febrac, Laércio Oliveira, esteve na Câmara
Municipal de Porto Alegre para explanar, sobre a “Lei das Licitações
e Serviços Terceirizados”, no Seminário de Terceirização
no Serviço Público.
Laércio Oliveira ao lado de Sérgio Luiz Almeida e Mauro Pippi da
Rosa, diretor Executivo e assessor Jurídico do Sindasseio, respectivamente,
criticaram a desatualização da Lei 8.666/1993 e o prejuízo
que a mesma está causando ao segmento ao estabelecer a modalidade do pregão
eletrônico e presencial nos processos licitatórios para contratação
de prestação de serviços de mão-de-obra.
O presidente da Febrac ressaltou que o pregão eletrônico e a lei
das licitações são uma forma de contratação
que só traz desvantagens, preços inexeqüíveis, serviços
de baixa qualidade e trabalhadores desamparados. E disse também que o Poder
Público faz de conta que conhece o produto ou o serviço, mas acaba
contratando sempre pelo menor preço, causando uma avalanche de ações
judiciais. “Quem compra mal paga duas vezes, essa é a política
irresponsável dos contratantes”, argumentou. Para Laércio
Oliveira, a solução legal seriam empresas sólidas e responsáveis
ao apresentarem seus preços, só assim o contrato terá início,
meio e fim.
Para Sérgio Luiz Almeida, o pregão eletrônico é um
leilão de baixo para cima e afirmou que “essa modalidade não
é para contratação de serviço de mão-de-obra”.
Além disso, o diretor Executivo do Sindasseio lembrou que na lei das licitações
existem mecanismos para punir e exigir o melhor serviço sem prejuízo
do contratado.
O advogado Mauro Pippi da Rosa, do Sindasseio, afirmou que o objetivo maior de
uma licitação é a proposta mais vantajosa mas nem sempre
a melhor para a administração e que os preços baixos muitas
vezes não atendem aos compromissos com os empregados. "O resultado
destes problemas na maioria das vezes é levado para a Justiça do
Trabalho, o que prejudica o contratante e o contratado". Segundo ele, a lei
precisa de modificações para que o contratante não corra
riscos.
Iniciativa da diretoria da Câmara Municipal, o Seminário tem o objetivo
de ampliar o debate analítico sobre os processos de terceirizados no âmbito
do serviço público. E o público alvo foi pregoeiros, comissões
de licitação, gestores de contrato, responsáveis pelas áreas
de administrativas dos órgãos públicos e comunidade jurídica.
Para tanto o evento foi divididos em painéis no qual são abordados
três temas centrais em dias distintos: no dia 12 de agosto, o tema do primeiro
painel foi o “Mundo do Trabalho e alternativas de trabalho e renda”,
já o segundo realizado no dia 18, tratou da “Lei das Licitações
e Serviços Terceirizados”, enquanto no último painel, que
ocorrerá no próximo dia 27, será discutido “Cooperativas
de trabalho, terceirização e precarização. Sim ou
não?”.
Para mais informações acesse o site www.camarapoa.rs.gov.br.
Fonte: Assessoria de Comunicação da Febrac. |