Presidente
da Febrac e ministro do MTE discutem Lei do Menor Aprendiz.
• O ministro recebeu
em seu gabinete Laércio Oliveira, e também, o presidente do Seac/RJ
e vice-presidente da Febrac - Ricardo Garcia, assessora Jurídica da Febrac
Lírian Soares, diretora Executiva da Febrac Cristiane Oliveira, o executivo
do Sindasseio Sérgio Soares, assessor Jurídico do Sindasseio Mauro
Pippi da Rosa e Supervisor de Crédito e Cobrança do Sindasseio Marcelo
Beck. Juntos discutiram a Lei de Aprendizagem (10.097/2000) e o Decreto n.º 5.598/2000
que tanto preocupa as empresas de terceirização de Limpeza e Conservação
em todo o Brasil.
Laércio Oliveira ressaltou a importância da lei e disposição
do segmento em atender a legislação. E relembrou que o setor tem
um clamor social e são os maiores empregadores de pessoas com baixa escolaridade
no país. No entanto, Lírian Soares explicou a inviabilidade da aplicação
da cota de menores aprendizes nas empresas, como agentes de limpeza, já
que não há cursos de capacitação nos Estados e as
empresas não possuem pessoas para treiná-las. Por isso, assessora
jurídica solicitou que as empresas de asseio e conservação
cumpram o sistema de cotas de menores apenas com relação aos seus
empregados locados na administração, como secretárias, auxiliares
administrativos, motoristas, recepcionistas, entregadores e etc.
Em resposta a solicitação, o ministro disse que não é
possível aplicação da cota na administração
da empresa, e a solução encontrada por Lupi é que a capacitação
do jovem seja feita pelo Sistema S. “A idéia é que o Sistema
S capacite estas pessoas, pois toda ocupação demanda aprendizagem.
A proposta é a formação mais ampla, com inclusão digital”,
complementou Ana Lúcia de Alencastro, assessora Executiva do Ministério.
O presidente da Febrac pediu urgência para resolver o problema, já
que em alguns Estados, como é o caso do Ceará, as empresas tem sido
autuadas pela fiscalização do trabalho, por não existirem
cursos para formação profissional, e consequentemente, por não
cumprir a cota do menor aprendiz.
Carlos Lupi mostrou-se aberto a discussão do problema e solicitou, ao presidente
Laércio Oliveira, ajuda para encontrar mecanismos para capacitá-los.
E afirmou que “trabalhará com mais prioridade nesta questão.
Temos que encontrar mecanismos e trabalhar para resolver este problema”.
Ao encerrar audiência, o ministro afirmou que trabalhará para encontrar
um caminho para resolver isso e para evitar maiores problemas para as empresas
do segmento. “Com certeza nós vamos ajudar”, prometeu.
Fonte: Assessoria de Comunicação da Febrac.
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