• No dia 11 de
agosto, Laércio Oliveira, presidente da Federação Nacional
das Empresas de Serviços e Limpeza Ambiental (Febrac), em audiência com
o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, em seu gabinete, para
discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n.º 231/1995
e solicitar o adiamento do debate da mesma. Já aprovada pela Comissão
Especial da Jornada Máxima de Trabalho, a PEC reduz a jornada de 44 para
40 horas semanais sem redução nos salários, e aumenta o adicional
da hora extra de 50% para 75% sobre o valor da hora trabalhada.
Durante o encontro com Temer, Laércio Oliveira formalizou o pensamento
do setor de forma contrária à PEC 231/95, e frisou que em vez de
gerar novos postos de trabalho, a Proposta trará efeitos inversos: o desemprego
e a informalidade.
O presidente da Febrac alertou também que a matéria desestimulará
o incremento do processo de negociação coletiva, e por fim, solicitou
a Temer a inclusão de representantes das Micro e Pequenas Empresas no rol
dos demais debatedores que irão discutir a proposta em Audiência
Pública, a ser realizada futuramente.
Durante a reunião, o presidente da Câmara informou que vai instalar,
provavelmente no dia 19 de agosto de 2009, uma Comissão Geral sobre a Proposta
de Emenda à Constituição 231/95, com o propósito de
constituir um grande fórum de discussões, com os representantes
dos trabalhadores e empregadores, a fim de ouvir todas as partes envolvidas no
processo de crescimento econômico do país, antes de colocar a Proposta
em votação em Plenário. Michel Temer antecipou ainda que
solicitará às entidades patronais e às entidades de trabalhadores
que indiquem, cada uma, o nome de um expositor para os debates.
Jornada de trabalho de 44 horas é a meta da
Febrac.
Na manhã do dia 25 de agosto, Laércio
Oliveira, presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços
e Limpeza Ambiental (Febrac) e diretor da Confederação Nacional
do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), esteve na Câmara
dos Deputados e discutiu com autoridades nacionais, demais sindicalistas e empresários,
a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n.º 231/95, que
reduz de 44 para horas a jornada semanal de trabalho sem diminuição
de salário.
O presidente da Casa, Michel Temer, destacou que o debate deve ser técnico
e aberto a todos os participantes. “Queremos ouvir argumentos convincentes
de todas as partes” destacou. A mudança é defendida pelas
centrais sindicais laborais, que estimam que a nova carga poderá criar
até 2,2 milhões de empregos com carteira assinada em todo o país.
Os representantes dos trabalhadores argumentam que, com as novas tecnologias,
boa parte dos empregados produz mais do que anteriormente sem ter uma compensação
financeira para isso.
Em discurso, o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, defendeu a discussão
sobre a redução da jornada, mencionando dados de grandes economias
mundiais que já adotam cargas horárias menores. E afirmou que o
importante da Comissão Geral é o debate prático e não
só ideológico por parte dos empresários e sindicalistas participantes
do debate. "Não temos que construir, nesse momento, uma luta de classes.
Não temos que construir uma luta entre empregados e empresários.
O processo de redução da jornada de trabalho não representa
a falência das empresas", enfatizou o ministro.
Laércio Oliveira foi categórico ao afirmar que a redução
da jornada de trabalho trará desemprego, informalidade e inflação.
“Ao contrário do que dizem os defensores da PEC, se a redução
da jornada for aprovada, os custos de produção serão elevados
para atender à demanda e será necessário reestruturar os
negócios, o que provocará queda no numero de postos de trabalho”
disse. E ressaltou que mudanças tão drásticas não
podem ser feitas sem levar em consideração a realidade de cada setor,
a capacidade de profissionais e empresários de pactuarem melhores condições
de trabalho por meio da negociação coletiva. “Para gerar emprego
há outros caminhos mais eficazes, como a criação de um ambiente
favorável ao investimento e à expansão econômica sustentável.
Exatamente o oposto do que acontecerá se a PEC 231 for aprovada”,
disse.
O presidente da Febrac disse também que a jornada semanal de 44 semanais,
estipulada pela Constituição Federal, é um limite máximo
estabelecido passível de redução por meio de acordos coletivos.
“O que é pactuado torna-se lei, não trazendo prejuízos
nem para os empresários nem para os trabalhadores”, exemplificou.
“O setor do comércio de bens, serviços e turismo, que ora
represento, é o maior empregador nacional e, conforme dados do IBGE, é
formado essencialmente por pequenas e micro empresas, justamente as que serão
as mais afetadas”, alertou.
Outra conseqüência assinalada por Laércio Oliveira, caso a proposta
seja aprovada, é o crescimento da informalidade, tão combatida pelo
governo. E isto ocasionará “queda da produtividade podendo gerar
a diminuição do consumo, a substituição de mão
de obra pela automação da produção ou, chegando as
últimas conseqüências, a demissões ou fechamento dos
negócios por perda de competitividade” afirmou.
Para finalizar, Laércio Oliveira sugeriu a promoção de um
ciclo de estudos para analisar o impacto que tal projeto gerará nos setores
de comércio, da indústria e de serviços.
Fonte: Assessoria de Comunicação da Febrac.
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